Balanço de 1º semestre
Ainda tem alguém por aí? Risos.
Não sei se alguém ainda me acompanha por aqui.
A vida tratora a gente, para o bem e para o mal. Felizmente não tem me faltado trabalho. De várias formas. E em várias áreas.
E tem várias coisas que estou planejando e estão no forno também.
Esse ano promete.
Mas por hoje, vou fazer um resumo, um update, de como está minha vida desde a última vez que eu passei por aqui.
São Paulo e Bad Bunny
Acho desnecessário dizer que o show de Benito foi provavelmente um dos melhores shows que eu vi na vida. Muita gente já disse isso. Mas fica aqui o registro.
A parte agridoce foi que eu não ganhei a câmera que eles distribuíram antes das pessoas entrarem no estádio. Não sei exatamente o porquê disso. Mas foi uma experiência coletiva tão bonita que desde o show não consegui mais ouvir as músicas do Bad Bunny com a mesma intensidade que eu estava ouvindo antes. Estou esperando um pouco o coração assentar antes de retomar.
E passear por São Paulo foi excelente. A cidade tem muito a oferecer para quem é turista. Mas fato é: ficar hospedada na Liberdade não compensa mais. Já aproveitamos tudo que o bairro tem a oferecer. Numa próxima ida compensa mais explorar outras paradas.
E eu ADORO viajar e ir a shows, é bom demais. Fazer as duas coisas então: um combo sensacional. Para esse ano tenho mais dois shows programados, um deles muito em breve, então já estou bem animada.
Aniversário N.I. e Prêmio APCA
Taí duas coisas nas quais eu fui indiretamente implicada. A Déia me agradeceu nominalmente no palco do prêmio, o que muito me honra, já que atualmente é mais o conge que coloca as mãos na massa pelo projeto. Ainda assim é muito bonito ver em que aquela vontade de comunicar que nós três tínhamos no começo se transformou.
Já o aniversário foi muito legal porque pudemos ouvir diretamente dos fãs o que o podcast significa pra eles. Eu ando muito triste com o fim da podosfera como nós a conhecíamos, praticamente engolida pelos grandes conglomerados de mídia. Foi uma boa ocasião para renovar em parte a minha fé nessa mídia, que teve uma origem tão democrática aqui no Brasil. Hoje, sem um estúdio, uma câmera e microfones profissionais um podcast não tem chance de crescer de maneira orgânica.
Mas muito dessa onda está baixando e no futuro eu penso que podcast voltará a ser coisa de outsiders com um lx 3000 editando no audacity. Não sei se isso é bom ou ruim. Mas o senso de coletividade e união entre os produtores de conteúdo bem que podia voltar.
Infelizmente o “Bora tomar uma” segue em hiato criativo indefinido. Estamos sem condições de produzir algo com a regularidade necessária e com qualidade.
Cirurgia de joelho e corridas
Pai operou o joelho em março e acompanhá-lo no hospital foi uma intensa experiência antropológica. Hoje ele já está 100% recuperado e estou torcendo para ele operar logo o outro joelho, pra gente poder bater perna por aí.
No mesmo período, eu e o conge fizemos algumas corridas de supermercado, principalmente BH e Super Nosso. Eu acho sensacional a experiência individual e coletiva de correr, perceber porque as pessoas correm e a superação que é, o esforço para completar que eu e outros não-atletas fazemos. Me sinto uma vencedora real e oficial por não desistir a cada linha de chegada que ultrapasso.
Férias no RJ e matando saudades de amigos e da Lapa
Assim como SP, o RJ é o melhor lugar pro turista. Em abril, fomos abraçar familiares e amigos na zona oeste, pegar praia (porque eu sou mineira, né?) na zona sul e desacelerar um pouco da doideira que estava a vida. Banho de mar, uns dias em Bangu e na Lapa são essenciais sempre.
Cursos, cirurgia de retração gengival, indo no sítio com amigas-irmãs e mais uma polissonografia
Maio teve de tudo um pouco. Alguns cursos de qualificação são fundamentais pra nunca ficar pra trás no que fazemos. E ao contrário do que muita gente pensa, no serviço público sempre olhamos pra frente. Uma coisinha chamada “avaliação de desempenho” sempre impulsiona. E eu acredito demais na qualificação contínua. Sempre há espaço pra melhoras em tudo que se faz nessa vida. Se tem uma zona que não me cabe é a de conforto.
Finalmente consegui uma boa profissional, a Renata Paiva, para fazer minha cirurgia de enxerto gengival. Minha recuperação foi menos tranquila que imaginei, mas, apesar de chatinha, não teve muito mistério. Agora a gengiva já tá como nova. Mas espero que mais aventuras nessa área não sejam necessárias. Vamos ver o que a dentista acha.
Junho começou com um convite inesperado para passar o feriado com amigas de colégio de décadas. Foi uma experiência muito bonita. Me trouxe muitas perspectivas. Fundamental estar com gente que te cura e escolher a sua família, que te acolhe e onde você cabe. Porque seu sangue até pernilongo tem.
E antes do dia dos namorados, fiz minha quarta polissonografia. Dessa vez, o médico quer ver minha melhora refletida no exame. E eu melhorei, MUITO! Atualmente eu durmo bem como jamais imaginei que seria possível. Dr. Guilherme Marques fazendo meu acompanhamento de um jeito incrível. Espero que esse exame mostre isso. E a partir daí a gente possa seguir.
Além de um médico do sono, estou sendo acompanhada por uma dentista do sono (dra Maria de Lourdes Rabelo, uma lenda da área) e uma fono do sono, especializada em apnéia, dra Vera. Pelo menos três profissionais empenhados em eu dormir com qualidade. Além, é claro, da TCC que já faço há um bom tempo. Não é fácil dormir… mas vale muito a pena. Hoje eu sei o que é um sono restaurador.
Ser a própria prioridade dá trabalho. Tem seus custos, mas vale muito a pena.
E que venha o próximo semestre!


Volte sempre! Tal qual Fernanda Torres, “Ainda estou aqui” 😉